domingo, 12 de outubro de 2008

Pressa


Em mais uma das minhas "viagens" por textos na net, encontrei um muito bacana que nos leva a pensar sobre o nosso cotidiano. Temos paciência? Ou queremos tudo naquele exato momento?


"Temos pressa para ouvir "EU TE AMO", não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: Somos namorados, ficantes, casados, amantes? Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao AMOR: Paixão, Romance, Adrenalina, Palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: " Paciência". Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É preciso degustar cada pedacinho do Amor. Mas não. Temos urgência. Queremos a resposta do e-mail ainda hoje; Queremos que o telefone toque sem parar; Queremos que ele se apaixone assim que souber nosso nome; Queremos que ele se renda logo após o primeiro beijo ; E não toleraremos recusas, E não respeitaremos dúvidas, E não abriremos espaço na agenda para esperar. Pobres de nós, que só queremos uma coisa nessa vida, " Sermos Amados ". Atiramos para todos os lados e somos baleados por qualquer um. E o coração leva um monte de pontos por causa dessa tragédia chamada: PRESSA . "

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Vivemos em obediência

Em um dos meus passeios pela internet, buscando textos que respondam as minhas perguntas, encontrei esse da jornalista Patrícia Raphael. Ele não responde todas as minhas perguntas, mas fala um pouco do momento que estou vivenciando em poucas palavras. Confiram:

Volta,
por Patrícia Raphael

A música que gostei
O filme que assisti
A marca que confiei
A situação que me encontrava
De nada me valeram
O espetáculo era fantástico
As idéias elevadas
E as injustiças múltiplas
As pessoas em que confio
São as que posso contar
O rapaz ao qual amo
Não quer me corresponder
..
Os princípios que defende
São os mesmos que defendo
Vivemos em obediência
Só daquilo que podemos dar

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Nada como um dia após o outro

Eleições, o que vem a ser isso? Política? Coisa muito chata.
Há exatos quatro anos atrás eu estava entrando na faculdade de jornalismo.
Um sonho? Poder escrever sobre diversas coisas.
É durante esse tempo que aprendemos sobre o que, quem, quando, onde, como e porque estamos ali. Uma delas é sobre política. Que por sinal era muito chata até eu entrar no meio dela.
Entrei no meio público. Trabalhei e trabalho, lutei, aprendi, cresci, perdi, chorei, emocionei.
Hoje foi um dia de derrotas e vitórias no Brasil inteiro. Uns tem que ganhar, outros perder.
Aqui em Valadares pude sentir o gosto da derrota de perto. A derrota do meu candidato. Mas como ele mesmo disse: O importante é que fizemos o nosso trabalho e estamos saindo de cabeça erguida.
Foram 4 anos de muito aprendizado. Agora ficam as lembranças, as lições, as angústias, as tensões. Momentos que ficaram marcados e não tem como esquecer.
Como uma eleição mexe com agente.
Só maluco pra gostar e entrar nessa onde de política, onde tudo é tão incerto.
Mas ficam também lembranças de momentos ótimos, mágicos.
Ficam as pessoas, os convívios, as piadas, as ironias, as festas, o barracão e o arraiá...
Ficam lembranças de momentos melhores e da consciência de que sempre devemos avançar.
Ficam as experiências, os conhecimentos.
Ficam aquelas pessoas que de algum modo especial fizeram parte da sua vida, ali, profissionalmente.

Essa lição vai ficar guardada pra vida toda.
E vamos, que política é coisa séria.

Amanhã nada será como antes.
Nada como um dia após o outro.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Coisas estranhas

A vida é cheia de coisas estranhas, achamos pessoas que nos amam sem ao menos nos ver, criamos laços de amizade que permanecem sempre; isso é trabalho daquele grande ser que sabe fazer muito bem as coisas. Um amigo que aparece qdo mais precisamos, uma risada que damos sem ter motivos, uma música que nos faz lembrar grandes momentos de nossas vidas. Sabe a vida aqui na terra é um grande aprendizado, não somos donos da verdade nem sabemos de tudo, mas existe um Deus que sempre sabe o que fazer na hora certa. Uma vez uma pessoa especial me disse que tudo tem seu tempo, e que Deus sabe de todas as coisas e isso é verdade. Esses dias percebi que não devo ficar triste e deprimida, tenho amigos que gostam de mim e se preocupam comigo, tenho um Deus que me ama apesar das minhas falhas, e tenho pessoas que fazem de um simples instante um grande momento.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Um dia descobrimos

Um dia descobrimos
que somos alguém
que não gostaríamos de ser...
Descobrimos que
queremos alguém
que não podemos ter...
Um dia descobrimos a felicidade.
A felicidade em um lugar,
ou em alguém que jamais pensamos...
Desfrute dessa felicidade...
sempre em busca de algo melhor ou impossível...
Coisas impossíveis podem acontecer...
Basta você querer...

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fanzine

Dia desses tava lendo o artigo “O Fanzine como imprensa alternativa de resgate cultural”, de Gazy Andraus, que nos mostra um pouco sobre os fanzines e as historias em quadrinhos independentes. O Fanzine se tornou no Brasil o principal meio de divulgar a produção das histórias em quadrinho.
O autor do artigo falaa que a impressão de histórias em quadrinhos continua evoluindo junto com os jornais impressos, graças a seu público que sempre acompanha as histórias, e que o fanzine, que significa revista de fã (fanatic + magazine), é uma forma de editoração alternativa, prendendo o máximo possível da visão do leitor.
O fanzine é um meio onde as pessoas podem expressar seus pensamentos. O tema é livre, criativo e, de acordo com o autor, suas páginas contém formas artísticas com ilustrações, desenhos, poesias, letra de música, etc. ele foi criado entre a década de 1930 e 1940 nos EUA, como forma de debate, e no Brasil a partir da década de 1960 como boletins de informação acerca dos personagens de histórias em quadrinhos.
Andraus segue falando que os Fanzines no Brasil, possuem uma forte relação com os Estados Unidos e o Japão, pois, seus personagens de histórias em quadrinhos, são, geralmente, da Disney, mangás, etc. O ponto importante do fanzinato brasileiro é que ele é mais ativo e significativo, resgatando uma memória crítica de material nacional inserido na memória cultural nomes de vários autores de quadrinhos.
Um autor que marcou o Fanzine e que continua na criação deles, é o Edgar Guimarães, que Andraus cita no artigo. Ele criou o QI (Quadrinhos Independentes), passou a editar fanzines de outros autores e publicá-los. Foi através das publicações de Guimarães que o fanzine deu um salto importante e o número de leitores do QI só aumentavam. A qualidade com o tempo foi melhorando, fazendo com que alguns autores ganhassem até prêmios.
De acordo com Andraus, o fanzine é um importante objeto que resgata e mantém a cultura através da manutenção e divulgação de autores, artigos importantes e debates culturais, auxiliando em uma produção alternativa que, se dependesse de uma licença oficial jamais seria publicado ou editado. Esse é o diferencial do fanzine, ser independente.

Analisando "A Sangue frio"

Analisei o primeiro capítulo do livro “A Sangue Frio” de Truman Capote, observando a descrição, construção psicológica, onomatopéia e os diálogos que o autor usa. O jornalismo literário é sempre atribuído a este escritor norte americano por causa da forma com a qual foi escrito esse romance/reportagem, com uma apuração minuciosa e detalhada.
Podemos dizer que este tipo de jornalismo literário é novo no nosso meio. O chamado novo jornalismo se caracteriza em textos mais aprofundados, de uma narrativa detalhada, da construção cena a cena, da reprodução dos diálogos dos personagens, do registro dos gestos, hábitos, etc. O jornalismo literário pode ser usado tanto nos textos impressos (revistas, livros, jornais), quanto nos textos de TVs. Essa característica do jornalismo tornou-se essencial no cotidiano das redações.
Voltando ao livro A Sangue Frio, Capote narra o assassinato de uma família no estado de Kansas.
Logo no início, o autor começa descrevendo a pequena aldeia Holcomb, situada no Oeste do Kansas. Ele fala sobre o céu azul intenso, a terra plana, as manadas de gado que ali existem. Descreve também as casas, que são maiorias de um só andar, com telheiro na frente. Logo depois ele faz a construção psicológica de uma personagem que se encontrava no momento: uma mulher magra, vestida com um casaco de pele de búfalo, calças de cetim e que desempenha as funções de empregada dos correios.
O autor segue contando que a vida na pequena aldeia era calma e tranqüila até certo dia onde sons estranhos sobrepuseram aos usuais ruídos noturnos da aldeia. Nessa parte do livro, Capote descreve os ganidos histéricos dos coiotes, o seco rumorejar das ervas altas, o apito agudo das locomotivas que se afastavam, onde, naquela hora, quatro tiros de espingarda acabara por destruir seis vidas humanas. A partir desse dia Holcomb nunca mais foi a mesma.
Nessa parte do livro, Capote segue contando sobre a família Clutter. Primeiro ele cita o patriarca Herbert William Clutter, onde faz toda a construção psicológica do personagem, o descreve no seu dia a dia e nos leva a imaginar como se estivéssemos acompanhando o tempo todo o Sr. Clutter. Esse é o diferencial de Truman Capote, onde ele consegue colocar seus leitores a acompanhar todos os detalhes do cenário, dos personagens e de cada momento passado.
Capote consegue ver a transparência de cada detalhe dos personagens, transformando-os, para os leitores “enxergarem” além das simples palavras contidas no livro. É como Sérgio Villas Boas no diz: “Observar é uma forma de adquirir vocabulário”.
Com a observação, Capote transmite em suas palavras a arte de cada movimento dos personagens. O livro é todo detalhado, prendendo a atenção do leitor e tornando mais agradável a leitura. Expressões como “Soou a buzina de um carro”, “Santo Deus! Kenyon, já ouvi!”, “Os seus gritos subiam escada acima”, nos mostra claramente o cuidado do autor para com as palavras. Ele usa diálogos curtos, mas de forma clara e sutil.
Ao descrever o personagem Dick no carro, o autor descreve cada detalhe. Era um Chevrolet preto, modelo 1949, o personagem se certifica se sua guitarra amarela está no banco de trás do veículo e, percebemos uma onomatopéia usada por Capote. No livro ele conta que o personagem Dick bateu com os nós dos dedos no pára-brisas e faz a onomatopéia do barulho, ele escreve “truz, truz, truz”, deixando os leitores ligados no momento.
Durante o livro, o autor segue contando sobre a família Clutter, sobre o assassinato e a descrição do assassino Smith. Truman conversa com ele, observa seu lado pessoal, os motivos que o levou a cometer isso e conversa com a família dele. Podemos observar que é detalhada a cidade, a casa, os momentos, essa relevância que Capote usa durante o livro, transforma em uma paraliteratura seguida de jornalismo.